quinta-feira, setembro 20, 2007

Aí vem ele.

E lá vou eu regressar ao Estoril Open. Desde os tempos de Thomas Muster que não vou lá, mas para o ano é impossível perde-lo. Roger Federer, o melhor de todos os tempos….porra!!! pelo sim pelo não compro bilhete para o primeiro jogo (não vá ele perder…como o Kafelnikov, que contava ir ver nas meias-finais mas resolveu perder na primeira ronda). Contudo a lógica manda-me comprar bilhete para a semana e esperar que Djokovic venha defender o título e Nadal venha com a maré (…e tiro férias, claro!!!)
Ps - Sete jogos para as competições da UEFA: um empate e seis derrotas, 4 golos marcados e 11 sofridos. Não é bom.

quarta-feira, setembro 19, 2007

A, segunda, melhor música do disco….

já tem teledisco e já está neste blog. Aqui fica ela…


Interpol, Our Love to Admire, No I in Threesome

Ps - a melhor é a Pioneer to the Falls. Música incrível.

terça-feira, setembro 18, 2007

Perder assim…não custa!!

Perder de forma tão limpa, na casa de um adversário melhor não custa nada. De facto, depois do início, sempre com um ligeiro nervosismo, uma pessoa acalma e vê o jogo sossegada. Eles foram melhores e contra isso, não há nada a fazer. Acrescentar ainda: não há palavras que descrevam a exibição do Luís Filipe!!! Não há. (E que tivemos azar na bola ao poste, a um metro da baliza, que teria feito o 1-1)

Olha o belo nome do autor: Al- Tayyeb Salih

Época de Migração para Norte é um romance proibido em alguns locais de África e do Médio-Oriente. Considerado o romance mais importante escrito em árabe no séc. XX, está traduzido em mais de vinte línguas. Estelivro faz parte da série de obras representativas da humanidade seleccionada pela Unesco. É um livro com duas linhas narrativas, a de Mustafa e a do narrador, sobre um negro, Mustafa Sa’eed, na Europa, e sobre o cariz exótico, devido à clara dissonância cultural, que tal provocava e como, a personagem, aproveitando-se disso seduz a mulher branca ridicularizando o cariz de proibido que lhe era dado por elas. No entanto, mais tarde, uma mulher faz a mesma coisa e ele vê-se no papel do personagem rastejante. Contudo, só mais tarde, no regresso a África é que ele se apercebe do que fez e ao contar a história ao narrador, que também foi para a Europa numa bolsa de estudo por poesia e que passou ao lado do poder exótico do homem negro e da tal dissonância cultura, quase provoca…..é ler para saber. Livro muito bom, denso e cheio de significados e perguntas latentes: a introdução de novas ideias num contexto cultural fechado (pequena aldeia sudanesa), o exotismo de África à luz europeia, a subjugação da mulher, o que é a verdade num mundo de mentiras, etc…. Belo livro. #42

sábado, setembro 15, 2007

Ainda sobre Rugby

Logo são os lobos que vão estar do outro lado das danças guerreiras, Hakas, danças de guerra Maori, efectuadas antes dos jogos pela Nova Zelândia desde 1888. Há duas danças guerreiras diferentes: o Ka Mate Haka (o mais conhecido) e o Kapa O Pango, que só existe há ano e meio. Um dos dois vai ser feito à frente dos Lobos. O primeiro video é o Haka mais conhecido, história de perseguição e fuga e, principalmente, sobrevivência. O segundo é o Kapa O Pango, dança sobre os altos e baixos das batalhas e sobre o que nelas se faz para sobreviver (em nenhuma das letras cantadas nos jogos são evidentes estas histórias). Contudo o movimento final de “cortar cabeça” no Kapa O Pango é visto como muito agressivo e o Ka Mate Haka tende a ser a dança escolhida. Depois de cada vídeo está a letra e a tradução. E quão incrível era Tana Umaga a liderar a dança (especialmente a segunda)?!?!?



Ka Mate Haka

Ka Mate! Ka Mate! Ka ora! Ka ora!
Ka Mate! Ka Mate! Ka ora! Ka ora!
Tenei te tangata puhuru huru
Nana nei I tiki mai
Whakawhiti te ra
A upa … ne! ka upa …ne!
A upane kaupane whiti te ra!
Hi!

(Eu morro! Eu morro! Eu vivo! Eu vivo!
Eu morro! Eu morro! Eu vivo! Eu vivo!
Este é o homem peludo
Que restaurou o sol
E o colocou a brilhar outra vez
Um passo para cima! Outro passo para cima
Um passo para cima, outro….o sol brilha)



Kapa O Pango

Kapa O Pango kia whakawhenua au I ahau!
Hi aue ii!
Ko Aotearoa e ngunguru nei!
Au, au aue ha!
Ko Kapa O Pango e ngunguru nei!
Au, au, aue ha!
I ahaha!
Ka tu te ihiihi
Ka tu te wanawana
Ki runga ki te rangi e tu iho nei, tu iho nei ihi!
Ponga ra!
Kapa O Pango, aue hi!
Ponga ra!
Kapa O Pango, aue hi!

(All Blacks, deixa-me unir-me à terra
Esta é a nossa terra que ruge
É a minha hora! É o meu momento!
Que nos define como All Blacks
É a minha hora! É o meu momento!
O nosso dominio
A nossa supremacia irá triunfar
E vai ser adequadamente venerada, colocada nas alturas
Feto de Prata!
All Blacks!
Feto de Prata!
All Blacks!)

sexta-feira, setembro 14, 2007

Aqui está ele

O nosso momento brilhante no Mundial de Rugby. Duarte Cardoso Pinto passa para Pedro Carvalho e….ensaio.

Em português, na Sportv, foi incrível, brilhante e mais uns quantos adjectivos (e falhas na voz devido à emoção do comentador) este primeiro ensaio português num mundial, num vídeo feito no estádio, vê-se bem a reacção do público. Lindo.



Ps – quando houver, se houver, o ensaio comentado em português, em directo para a Sportv, coloco-o aqui também

quinta-feira, setembro 13, 2007

Robert Wilson (o terceiro livro)

Depois de Ultimo Acto em Lisboa e O Cego de Sevilha, Robert Wilson, escritor inglês, que vive em Portugal, no Alentejo, apresenta-nos As Mãos Desaparecidas. É o segundo que tem Sevilha como pano de fundo e Javier Falcon como inspector. Foi o meu livro dos aviões para o Peru, dos aviões dentro do Peru e, finalmente, dos aviões que me trouxeram do Peru. É a história de uma série de suicídios, não homicídios, a que Javier tenta ligar as pontas. É um belo escritor de policiais. Porventura dos melhores da actualidade. #41

terça-feira, setembro 11, 2007

Peru - Lima

"Se uma pessoa vive em Lima tem que se habituar à miséria e à porcaria ou ficar louco ou suicidar-se" (Mário de Vargas Llosa)


É a mais pura das verdades. Há sempre uma névoa de poluição a pairar sobre a cidade (como se vê na primeira fotografia) e as ruas estão sujas. Contudo foi uma boa forma de começar a viagem, pois, além de permitir que os próximos dias fossem melhores que este em Lima, também há coisas boas, bonitas e diferentes na capital peruana. Há a Huaca Pucclana (penúltima foto), resquícios de uma civilização pré-Inca, e encontram-se palácios (foto 3) no meio de, quase, toda e qualquer rua. Se não fosse tão suja, tão tipicamente América do Sul...seria bem mais bonita, mas...não seria América do Sul e não seria Lima. É uma, enorme, metrópole sul-americana, sem nada de “tipicamente peruano”, onde mais que viver, tenta-se sobreviver. Foi uma experiência!! mas, parece-me, só mais tarde é que a entenderei totalmente.










(De cima para baixo - Cerro San Cristobal ; Iglesia y Convento de Santa Rosa ; Palácio Torre Tagle ; Autocarro na maior avenida, Av. Arequipa (15km's mais coisa menos coisa) ; Ossário no Monesterio San Francisco ; Huaca Pucclana ; Autocarro típico)

segunda-feira, setembro 10, 2007

A Portuguesa (como devia ser SEMPRE cantada)


Porra, até arrepia e dá pele de galinha

domingo, setembro 09, 2007

Duas selecções – resultados diferentes = o mesmo orgulho

Os do basquetebol venceram Israel e conseguiram o impensável: duas(!!!) vitórias numa grande competição, na estreia de uma grande competição. Os do rugby perderam com a Escócia mas foram enormes e com um bocado mais de experiência podiam ter tido um resultado final AINDA mais respeitável. Muito bom. Muito bom.

Do futebol não falo. Esses ganham milhões e não chegam aos pés, em empenho, vontade, compromisso, entrega e paixão, destes: dos lobos e dos do “básquet” (apesar da bela segunda parte)

sábado, setembro 08, 2007

Eric Fischl

Eric Fischl, Bad Boy, 1981

Um miúdo olha a mãe (?), nua de pernas abertas, enquanto tem a mão enfiada na carteira, roubando a mãe. O simbolismo sexual da carteira é evidente e a atmosfera sexual criada pela luz que entra pelas frestas completa o simbolismo erótico da cena. Sem dúvida perturbador para quem olha, a nossa posição de voyeur, face ao Édipo e a séculos de tabus e cenas escondidas por portas fechadas, transforma este quadro em algo inquietante de se ver. Muito bom.

Demorou, mas leu-se

Servidão Humana, de Somerset Maugham, foi o livro que mais demorei a ler nos últimos tempos. Foi mais de um mês, e o pior é que o livro até é bom. Eu, pelo menos, gostei. Era o aspecto do livro, a forma como foi editado e como estavam definidos os capítulos que me faziam ter algum prurido a pegar nele….e assim foi-se arrastando. É a história de vida de um rapaz e da sua passagem de menino órfão até à idade adulta, com as correspondentes dificuldades. Lê-se e nem é mau, mas a minha edição (Colecção Dois Mundos, muito antiga) não o beneficiou. #40

Sonic Youth

DayDream Nation – Um dos discos marcantes da carreira dos Sonic. Tem aquela espectacular música de entrada: Teenage Riot, e depois o disco mantém-se constante. Mas o facto é que a primeira música marca o tom e marca o disco.


Sonic Youth, DayDream Nation, Teenage Riot

Começou ontem

o campeonato do mundo de Rugby. Começou bem com um jogo vibrante, cheio de intensidade e com uma semi-surpresa no resultado. Semi porque a França é candidata ao título e país anfitrião, contudo a Argentina nos últimos cinco jogos contra os Bleus, tinham ganho quatro!!! Que a França perca e, agora, pense que pode ser eliminada logo na primeira fase, é algo que até me agrada, o que eu quero mesmo é que a República da Irlanda faça um belo campeonato e que os All Black sejam campeões pela segunda vez. Ah, e claro, que os Lobos vençam a Roménia e desfrutem os restantes jogos.

quinta-feira, setembro 06, 2007

Histórico!!! (e incrível!!!!)

Durante 239 minutos e 57 segundos, de 240 minutos possíveis, a selecção portuguesa de basquetebol esteve eliminada da segunda fase do Campeonato da Europa da modalidade. Depois, em 3 segunditos apenas, a Croácia enfia um cesto lá do meio da rua e apura a nossa selecção, para meu gáudio [e do comentador (que vibrou de emoção)]. Foi incrível. Depois de termos, pela primeira vez, conseguido o apuramento para uma grande competição, depois de termos sido atropelados pela Espanha e Croácia, depois de termos vencido um jogo com a Letónia, depois de termos (nós que gostamos e vibramos com o “básquet”) pensado “nada mau, vencemos um”….eis que a 3 segundos do fim (do fim!! da competição para as nossas cores) metemos a mãos à cabeça e pensamos: VAMOS PASSAR!!!!!!! Incrível, verdadeiramente incrível, como só o basquetebol pode ser. Incrível (já tinha dito?!?!)!!! incrível!!!!

terça-feira, setembro 04, 2007

Cheguei (há já algum tempo)

Sem muita vontade de escrever e muita vontade de planear novas viagens incríveis e espectaculares. Claro que para isso era preciso muito dinheiro e tal… não existe. Este blog há-de recomeçar aos poucos e, também aos poucos, há-de ter fotografias das gentes e locais do Peru, esse grande país que resolveu tremer por todos os lados enquanto lá estava. SAFA!!!!