
Desta feita, em
Animal Moribundo,
Philip Roth, avança com a narrativa não pelo dialogo, mas pela introspecção, assim como nos dá longas páginas de quase-ensaios sobre temáticas sociais.
Kopesh, professor e crítico vai-nos trazendo recordações de um romance devastador com Consuela, estudante de 20 e poucos anos. Devastador porque lhe trazem o ciúme face à diferença de idade e o, inevitável, confronto com a mortalidade. Quando, depois de terminado o romance (há oito anos) e de uma longa depressão, Consuela lhe volta a ligar tudo volta e as considerações sobre a vida, a morte, a sexualidade e as relações humanas voltam a ser expostas como só
Roth sabe. Cada livro de
Roth é igual a belo livro.
#38