domingo, fevereiro 10, 2008

A inexorável marcha do tempo.

Diário da Guerra aos Porcos passa-se em Buenos Aires quando grupos de jovens começam a assassinar idosos na rua, com o consentimento das autoridades. Só esta imagem da luta contra o tempo, contra a morte e o envelhecimento é brilhante. Adolfo Bioy Casares é o autor deste livro irónico, engraçado e magistralmente escrito. É daqueles livros que devia estar em cada casa. #7

Amy Winehouse (ou mulher de post só para ela)

Amy Winehouse. Ela anda nas bocas do mundo por razões extra musicais, mas devia ser falada é pela portentosa voz que tem. O raio da mulher canta. E não é pouco. O raio do disco é óptimo com belas canções a sucederem-se a ritmo vertiginoso. Gostei mesmo muito e vou ficar com o disco no leitor durante imenso tempo. Em baixo deixo os telediscos de Rehab e Back to Black.


Amy Winehouse, Back to Black, Rehab


Amy Winehouse, Back to Black, Back to Black

Dexter

Estreou na quarta-feira no canal 2. E vicia logo ao primeiro episódio. A escrita poderosíssima, o humor negro, a originalidade do tema e Michael C. Hall (sim, o do Sete Palmos) agarram-nos logo no piloto. Um assassino em série, policia, com princípios impostos pelo pai e com relações disfuncionais… Pronto! Está feito, quarta-feira já tem programa. A não perder.

Sono.

Baseado no livro de James Redfield, sobre o descobrimento de 9 pergaminhos que profetizam uma nova era de energia e afins para o mundo, este filme com Sarah Wayne Callies (a Dra. Sara Tancredi de Prison Break) é uma boa seca. Do principio ao fim. Dizer ainda que participa o portuga Joaquim de Almeida. Secante.

Philip Guston

Cabeça, 1975

Uma cabeça enorme, sem boca e só com um olho é impressionante. Faz lembrar um daqueles desenhos de BD em que a figura não tem que estar completa e aparece desmembrada. Guston fá-lo muitas vezes, metendo membros a fumar, beber e a guerrear uns com os outros. A simplicidade do resto do quadro só serve para conseguir o objectivo pretendido. Como, quase sempre, o simples é o mais difícil de alcançar e o mais engraçado. Gosto muito.

sábado, fevereiro 09, 2008

Mantorras (fixar no que diz o Mantorras)


"Coxear é um tique"! E eu digo: e que bonito tique ele é. Por favor, pela tua carreira, não o combatas, continua com ele. Sobre o Rodriguez poder não ficar e poder ir parar ao Porto prefiro não dizer nada e esperar para ver.

Àaaa, granda filme – IX (Gandhi)

Que se pode dizer de Gandhi?!? Filme brilhante de Richard Attenborough sobre a vida de Mahatma Gandhi, que dá a Ben Kingsley o papel de uma vida. Uma pessoa fica vidrada ao acompanhar a história e ao pensar como, como é que o conseguiram daquela maneira. Incrível. Em baixo deixo o famoso discurso de Não-Violência: “Eles podem torturar o meu corpo, partir os meus osso, até matar-me, então, terão o meu cadáver, não a minha obediência”. Só é pena a musiquinha manhosa que acompanha o vídeo.

Visto pela pálpebra

Mais do que a história em si, um AVC ao director da Elle francesa, é a forma como o filme está filmado, especialmente no início, que nos atinge que nem um murro. Incrível, absolutamente incrível. É a forma, diferente, alterada e divergente do habitual, de contar uma história comovente e real a verdadeira magia deste filme. Julian Schnabel (do não menos brilhante Antes que Anoiteça), em O Escafandro e a Borboleta, volta a brilhar a grande altura.

Banda suspresa

Depois dos críticos (ex. Nuno Galopim) terem eleito esta banda como uma das revelações do ano passado, resolvi ouvi-los. E confere, a banda é bem boa. Não classificaria o disco, The Stage Names, como brilhante (como aqui o fazem) mas digo, sem problemas, que é um excelente disco e que os Okkervile River vão rodar muitas e muitas vezes no meu leitor. A descobrir por quem ainda não conhece. O nome das músicas é que são um bocadinho idiotas…


Okkervile River, The Stage Names, Our Life is not a Movie or Maybe

Alfred Hitchcock é o grande mestre do suspense

E é nele que Peter James se baseia, vai buscar inspiração para Despedida de Solteiro. De facto, é quase um plágio. Quatro amigos combinam enterrar o rapaz casadoiro na despedida de solteiro, porém acabam por morrer antes de terem tempo de o tirar de lá. Esta é a premissa da história. Há mais coisas, mas este é o ponto de partida para um bom policial que, estando longe dos melhores, vai prendendo. #6

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Black Mirror

Para brincar, construir, re-construir e, também, assassinar a música... ir AQUI e fazer o link.

Ps - Na "luta" Media Markt Vs. Escuteiros : Força Media Markt. Ridicularizar e denegrir o escutismo é algo que aprovo!!! Aliás, devido a esta campanha, estou a pensar tornar-me cliente habitual da loja.

sábado, fevereiro 02, 2008

Houve uma altura...

...em que o Torneio das 6 Nações era transmitido pelo Canal 2 (na altura, era das 5 ). Depois, com a SportTV, passou a ser esta a transmitir. De repente...deixou de dar. Nada de estranho, portanto!!

Àaaa, granda filme – VIII (Cidade de Deus)

Zé Pequeno, Buscapé e companhia. Filme brasileiro para o qual, de certeza, são necessárias legendas para a maioria de nós. Fernando Meireles é o realizador deste excepcional filme brasileiro, sobre a favela e sobre o caminho diferente de dois rapazes (e tem aquela história da banana...). Aqui fica a cena da afirmação de Zé Pequeno:

Traveler

Dois rapazes perseguidos pelo FBI, por um atentado terrorista, que não cometeram. Soa a Prison Break, não soa?!? Soa, mas não é. É Traveler, a série que o Canal 1 começou a dar há alguns sábados atrás, com 3 episódios de cada vez. A série é engraçadinha e, como só tem 9 episódios, acabei por a estar a acompanhar. Sem nenhum actor muito conhecido a série vale por não tentar ser uma grande coisa. Mantém-se no limite do visível e isso é bom.

Goldfrapp (vezes dois)

Goldfrapp é estranho. Tendo a adorar umas quantas canções e a detestar as outras. Não tenho o meio-senso. Ouvi recentemente, melhor, voltei a ouvir, dois discos deles: Supernature e Black Cherry. Destes discos fiquei com Train e nº 1 na cabeça. De facto, é o teledisco de nº 1 que aqui deixo.


Goldfrapp, Supernature, nº 1

Olha o dramalhão

Mães que se afastam das filhas por trabalho, para lhes darem uma vida melhor, mães que se afastam das filhas porque elas lhes pedem e na hora da morte ainda lhe conseguem perdoar, tudo isto, filmado de forma a puxar o choro, é Imitação de Vida. Filme velhinho de Douglas Sirk que ainda hoje faz chorar as pedras da calçada. Já não se fazem dramas assim. Não fazem.