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sábado, outubro 13, 2007

Correcção

Há 6 post's atrás disse que esperava que Roth ganhasse o Nobel, que veio a não ganhar (…ver 3 post's atrás). Contudo, esqueci-me de dizer que Roth, ainda, não ter sido laureado é tão incrível como Mário Vargas Llosa, ainda, não o ter sido.

O Patriota

Livro bem antigo de Pearl S. Buck, prémio Nobel da literatura em 1938. De facto, o meu livro é tão velhinho que tem páginas a soltarem-se e a lombada num estado miserável. Relata a guerra entre a China e o Japão, as diferenças entre japoneses e chineses, as atrocidades e a forma como as relações sofrem com tragédias (guerras, terramotos) e tradições. Livro que se lê muito bem, que se recomenda, e que revela e denota a paixão, da autora, pelo Oriente. #44

quinta-feira, outubro 11, 2007

E o Nobel vai

para quem nunca li (o que é normal, porque eu não li muito e boa gente). Doris Lessing. Rapidamente se vai tornar best-seller em Portugal. Provavelmente com a minha ajuda pois vou espreitar a obra. Prémios valem o que valem, mas um prémio que dignifica uma obra e não apenas um livro é um prémio que me leva a tentar saber mais sobre o vencedor. A, da minha parte, conhecer: Doris Lessing. O Roth vence para o ano….

terça-feira, outubro 09, 2007

Nobel da literatura 2007

Resolvi voltar a escrever um post na esperança que a vontade de o voltar a fazer com alguma regularidade venha. Este post é para dizer que espero que Philip Roth seja o laureado com o prémio Nobel da Literatura 2007. É uma injustiça terrível que ele, ainda (?), não tenha a obra consagrada com o Nobel. Espero que ele vença, contudo acho que vai ganhar algum ensaísta ou poeta (Ko Un, Adónis), pois há alguns anos que não vencem. Roth é o meu preferido. Mas Lobo Antunes também o vencia bem....

segunda-feira, julho 30, 2007

Exercício de estilo

De, mais um, poeta que se aventura pela prosa. O Macaco Gramático, de Octávio Paz, prémio Nobel em 1990, é um exercício de brincadeira com as palavras, que acaba por ser uma reflexão sobre a filosofia oriental e ocidental. Com um forte rigor, quase o rigor preciso na poesia, Paz escreve e brinca com as palavras. Eu achei este livro meio sensaborão e uma ligeira desilusão. Acontece. #36

sábado, abril 14, 2007

Os Anões

O início de Harold Pinter como escritor. Este livro surge primeiro nos anos 60, antes do escritor passar definitivamente a escrever apenas peças de teatro. Não o publicou na altura mas passados trinta anos resolveu faze-lo. Desta forma surgiu Os Anões, o único romance de Pinter, galardoado com o Nobel em 2005. O livro é a história de três amigos e de a companheira de um deles. Entre as personagens há uma relação destrutiva que, inevitavelmente, leva à destruição dos laços e … é ler. #20

terça-feira, janeiro 16, 2007

1978...ààà esse grande ano


Através da colecção, saída há uns largos anos no DN, de livros de vencedores de Prémio Nobel, cheguei a O Mágico de Lublim, de Isaac Bashevis Singer, Nobel em 1978. É um pequeno livro sobre um anti-herói. Neste misto de tragédia e comédia onde o aborrecimento e a magia tomam papel importante, Yasha é uma espécie de Dom Juan judeu que acaba…..bem ia contando o fim. É um livro, de paixões de natureza sexual, religiosa e, até, de cariz supersticioso, que se lê muito bem. #2

segunda-feira, novembro 27, 2006

Um mestre...


Livro publicado em 1977 que chega a Portugal…28 anos depois!!! E só chega porque Coetzee venceu o Nobel há alguns anos, caso contrário, nunca o íamos ver/ler. É dos livros mais fortes que já li dele (e já li alguns). Coetzee tende a ser desconcertante, com diálogos curtos e duros, mas neste livro chega a ser violento. É um livro que transmite, pela personagem principal, uma sensação de solidão avassaladora. O livro é sobre uma branca na África do Sul, uma mulher virgem, velha, escanzelada e só, que vive com o pai e com criados (e sim, no meio da solidão). É palpável o sentimento. È daqueles livros que queremos parar de ler porque não gostamos o que ele nos está a dar…mas não paramos de ler. Cru, violento e triste (na sua solidão) No Coração desta Terra é a confirmação, se fosse preciso, que Coetzee é um mestre e um dos meus escritores preferidos. Brutal.

“A mulher de touca que vejo no espelho e que olha para mim, a mulher que, em certo sentido sou eu, há-de definhar e morrer aqui no coração desta terra (…)”.

quarta-feira, novembro 15, 2006

Esmagado


Fico sempre esmagado depois de ler Llosa. Tinha sido assim com o fabuloso A Casa Verde, e foi assim agora com Lituma nos Andes. Sem ter a complexidade narrativa do primeiro que li, Lituma nos Andes mantém uma personagem: o cabo Lituma. Este cabo sai de Piura para as montanhas do Peru. Aqui encontra os Terrucos (Sendero Luminoso), superstições, Tomasito e (re)encontra Mercedez. Pelo caminho ainda fala da Chunga e dos inconquistáveis (míticas personagens d’A Casa Verde). É fabuloso. Merecia o Nobel. Este livro é magistral.

domingo, outubro 22, 2006

Veneza (livro e algo pessoal)




Do galardoado pelo Nobel, Joseph Brodsky, li este Marca de Água. São 90 páginas dedicadas a Veneza. Este pequeníssimo livro é uma ode à cidade italiana. É a vivência do autor na cidade, com os seus recantos e habitantes.








Da cidade, Brodsky diz o seguinte: “…esta cidade não se presta a ser um museu, sendo ela própria uma obra de arte, a maior obra-prima que a nossa espécie criou. Não se renova um quadro, e menos ainda uma estátua. Há que deixá-los em paz, guardá-los dos vândalos – de cujas hordas talvez nós próprios façamos parte.”






Fazendo parte da horda que já andou pela cidade, EU acho que Veneza é como uma mulher, aquela mulher que fica na cabeça e não se esquece. É bonita, envolvente e num momento, 2/3 segundos apenas, agarra-nos pelos….colarinhos levanta-nos ao ar e depois puxa-nos para baixo e ficamos ali esmagados, siderados, embasbacados em puro deleite perante Aquele momento de pura beleza. Pode acontecer à entrada da praça de São Marcos, numa pequena praça com Oliveiras ou até numa loja minúscula de máscaras. Pode acontecer em qualquer lado…com a certeza que vai acontecer. Comigo foi o reflexo da fachada, banhada pelo sol, da pequena igreja de San Simeone Piccolo nas águas do grande canal. Naqueles segundos, percebi, sem sombra de dúvida, que aquele era o instante, aquela era a imagem de Veneza que ia recordar para o resto da minha vida. Depois viria Rialto, a Basílica de São Marcos, etc…todas aquelas imagens colectivas que toda a gente tem. Ali Veneza apanhou-me e só pude reconhecer-lhe o encanto. Depois…as águas agitaram-se e a imagem, aquele instante foi-se. Puff… Como uma mulher, Veneza é caprichosa só mostra o que quer, quando quer, enquanto quiser.

Ps – O uso não autorizado das fotos fora deste blog não é permitido…

Ps1 – Obviamente estava a gozar no ps anterior….

quinta-feira, outubro 12, 2006

E o Nobel vai para....

Orhan Pamuk


Não me surpreende. Não tendo acesso à totalidade da obra, guio-me pelo magistral O Jardim da Memória. Neste livro, num livro apenas, a forma como ele confronta na pessoa da velha Istambul e de Galip a melancolia, o misticismo e a identidade dos nossos passados (neste caso de uma Istambul cheia, carregada, de história e de um Galip impregnado de cultura islâmica e, por que não dizê-lo, turca) com a realidade e os novos tempos é fabulosa. É o confronto das orações à hora marcada transmitidas pelos minaretes Vs. os cinemas de filmes ocidentais, a burka Vs. a mini-saia, a Istambul Vs. a Europa que chega. E onde, no meio destes conflitos, se situa a identidade de quem vê o tempo mudar.

É muito bom. Realmente, não me surpreende. E apenas li um livro.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Pequenas coisas....

1 - João Moutinho e Vanessa Fernandes DOMINAM!!!! Não há nada a fazer. O primeiro jogou e fez jogar a selecção de sub-21 que derrotou, brilhantemente, os russos e assim se apurou para o Europeu do ano que vem. A Vanessa Fernandes é assustadoramente boa. Ele é triatro, duatlo, corta-mato e meias-maratonas (com tempos fabulosos face às profissionais da “corrida”), ela faz tudo bem. Com sorte, sem lesões e boa gestão de esforço nos Jogos Olímpicos de 2008 é forte candidata.


2 - Amanhã nomeiam o prémio Nobel da literatura 2006. A ver vamos...


3 - Já tenho em casa o novo dos The Killers, Sam’s Town. Antes de ouvir quero só deixar aqui bem claro: Hot Fuss, o disco anterior, é magnífico. Dificilmente este será melhor. Hot Fuss tem músicas espectaculares que merecem ser lembradas, assim sendo...aqui vos deixo:


The Killers, Hot Fuss, Somebody Told me

Ps – queria ter posto o All These Thing That I’ve Done, mas não encontrei nenhum vídeo que me agradasse

Ps1 - Para quê falar da selecção!?! Eu já costumo criticar quando ganham, agora que estão por baixo vou-me calar e dizer: força, vamos conseguir…perdemos um jogo e não o apuramento. Agora critique quem, apenas, os aplaudiu porque eles estavam na mó de cima. Criticar quando está tudo bem é que dá gozo. Força rapazes……