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quarta-feira, maio 09, 2007

Mais do Mestre

Em mais um romance extraordinário, Fiódor Dostoiévski constrói na perfeição a trama e a densidade psicológica. Criando personagens (Páviel Pávlovitch Trussótzki, no papel do Eterno Marido, encornado e “doente” ) inesquecíveis e mantendo o suspense, os encontros e desencontros e o ritmo a uma velocidade altíssima. É um livro pequeno, para escritor russo, mas que vale bem a pena. Muito engraçado. #23

quinta-feira, março 29, 2007

Um livro gigante (sim, tem duplo sentido!!)

Os Irmãos Karamazov atravessou dois meses da minha vida. Esta gigante obra de Dostoievski é a sua última e mais longa. É o tema do remorso, do homem em sociedade, do homem como elemento Bio-Psico-Social, de Deus, da relação de homem com Deus e do o que é ser russo. Irmãos Karamazov é a longa história de uma família, pai (Fiodor) e três filhos (Dmitri (o reaccionário), Ivan (o intelectual) e Aliosha (o santo)). Como Crime e Castigo, Humilhados e Ofendidos e Recordação da Casa dos Mortos, os Irmãos Karamazov entra para a categoria de livros de uma vida. Este livro é uma experiência de leitura. Muito, muito bom!!!!

Ps – tem, ainda, o pormenor delicioso do narrador constantemente pedir desculpas ao leitor por não saber algumas coisas ou pelo próprio livro ser muito grande. Na Fnac está à venda dividido em dois volumes, cada um com duas partes, pelo preço de 20euros cada um. Nos alfarrabistas do Chiado, ao pé da Bertrand, arranjei-o, na sua totalidade, por 15euros. Valeu bem a pena!!!!! #17

sábado, fevereiro 17, 2007

História Secreta, Donna Tartt

Numa universidade 6 alunos são influenciados pelo professor, brilhante e misterioso, de grego e pelos clássicos, também, gregos. Depois acontece um crime e a personagem principal passa a ser o remorso e a consciência pesada. O livro é uma bela dissertação sobre o que estes podem fazer a uma pessoa, sem entrar na magnificência de Crime e Castigo do Mestre, mas peca por já todos termos visto as personagens do professor brilhante que influi nas vidas e dos jovens alunos que se deixam levar longe demais e que são muito influenciados. É uma autora a rever. Este, apesar de enorme, lê-se com alguma sofreguidão, mas é, apenas, um bom livro. #10

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Do grande mestre….


li agora este Noites Brancas. É um livro pequenino sobre um sonhador. Desta feita Dostoievski apresenta-nos uma personagem que não é tão complexa psicologicamente com outras que criou, mas mesmo assim, em pouco menos de 100 páginas, volta a demonstrar-nos que o homem é muito mais que um ser puramente biológico. Qualquer livro deste genial russo, o melhor escritor de sempre, é um tratado de psicologia. #3

quinta-feira, outubro 05, 2006

O Mestre de Petersburgo e Cd’s….


Partindo de um facto histórico, a perda de um enteado, Coetzee cria esta história sobre o grande mestre russo: Dostoievski. Cria ambientes e personagens em tudo semelhantes às do mestre sem, no entanto, deixarem de ter, especialmente nos diálogos, curtos e desconcertantes (como na obra-prima: Desgraça), o toque de Coetzee. Aqui aparece o mestre a chorar sem aparecerem as típicas salvações dostoievskanas, de facto, aqui, ninguém o ajuda, até o atrapalham. Por vezes torna-se um bocado monótono com os debates entre Dostoievski e Nechaiev sobre a Rússia e o ser russo, mas no geral é um bom livro. Torna-se especialmente engraçado para quem conhece a obra do grande escritor russo e assim consegue identificar nomes, personagens ou situações inspiradas nos seus livros (Crime e Castigo, O Jogador…). Além disso… é um livro sobre O mestre


No meu cd têm passado álbuns a uma grande velocidade e sem deixarem muita saudade. Passou o Snow Borne Sorrow, dos Nine Horses (muito normalzinho), o Little Things, de Hanne Hukkelberg (algo na voz dela toca-me num nervo qualquer e desagrada-me. Tem uma voz límpida e canta bem, mas….) e os Grandaddy, The Sophtware Slump. Este ultimo é o melhorzinho dos três, mas mesmo assim não me maravilhou. Tem esta música muito engraçada que aqui vos deixo.


Grandaddy, The Sophtware Slump, Hewlett's Daughter

domingo, outubro 01, 2006

Para combater a inércia…um GANDA* post

Enquanto não me apetecia escrever a minha vida continuou. Nada de muito excitante, mas lá vai indo com o do costume: música, livros, atenção às artes, Benfica, cinema…. Como costumo partilhar as minhas opiniões sobre esses assuntos resolvi (re)começar com a mesma coisa…para não sentirem a diferença, claro. Fá-lo-ei por pontos, é mais fácil e evita as passagens bonitas e, por vezes, metidas a martelo. Here we go….

1 – Apercebi-me que só tenho um livro do meu escritor preferido. Só tenho o Crime e Castigo, os outros (quase toda a obra) li emprestados. Tenho, rapidamente, que corrigir isto.

2 – A minha escolha musical actual está a mudar. Estava numa fase mais barulhenta e agora dei por mim a gostar dos “miados límpidos” de Jeff Bucley no albúm duplo, Sketches for my sweetheart the Drunk. Obviamente não parei de ouvir barulho e, dando uma de revivalista, toca a ouvir o Doolittle, dos Pixies. E é oficial, eles são bons (este teledisco é tão mau, tão mau...que até se torna giro).


Pixies, Doolittle, Here Comes Your Man


3 – Tenho estado a ver uma série nova. Invasão, no canal 1. Vi o primeiro episódio por descargo de consciência, do estilo…deixa-me cá ver se isto presta… e já percebi que vou ver a série toda.

4 – Achei absurdo a decisão da Deutsche Oper de cancelar uma ópera de Mozart por nela, a certa altura, aparecer a cabeça de Maomé decepada. Se tivermos em conta que ela aparece ao lado da cabeça de Jesus, Buda e Poseídon e que o motivo do cancelamento foi, apenas e só, a cabeça de Maomé digo: estou farto de ver o Ocidente de cócoras face ao Oriente. A censura preventiva é uma derrota e algo intolerável!!!!!!

5 – Luzboa : Da zona Vermelha acho que toda a zona que vai do Jardim S. Pedro de Alcântara até ao Príncipe Real está magnifica. A zona Verde é a piorzinha, sofre do efeito da luz das montras. Gostei de ver a rua de Santa Justa desde o Elevador. De cima esta engraçado, mas sofre com as outras luzes. Da zona Azul, a Rua da Saudade e o largo de Santo António estão muito, mas mesmo, muito bem. O largo então está espectacular.

6 – Fernando Santos diz que o ano passado o Benfica só tinha um ponto e que este ano já tem 4. Gosto TANTO de ver o meu Benfica ser nivelado por baixo.

7 – Li um livro espectacular. Mao II, de Don DeLillo. Ele escreve de forma crua, inteligente e sem concessões. É um livro de 1991 que nos remete para a individualidade Ocidental Vs. a multidão Oriental. Para o facto de o poder de influenciar opiniões estar a mudar. Dantes eram os escritores e os jornalistas a mudarem pensamentos, agora (atenção, que foi escrito em 1991) são os terroristas com as suas bombas. Só para vos lembrar, 13 anos mais tarde deste extraordinário livro, em Espanha, as eleicções para o governo espanhol mudaram por efeito de bombas e de terrorismo. É sublime. DeLillo é um mestre.




* de tamanho, claro!!!!